terça-feira, 7 de dezembro de 2010

5 motivos pelos quais odeio o verão


Listando os cinco motivos principais que me fazem odiar esta estação do ano e este "País Tropical"

1- Suor. Odeio suar. E no verão , não tem como suar...você sua tanto em movimento quanto parado...até dormindo.

2 - Torrar. Odeio torrar no sol. E não adianta porque não tenho escolha, em certas horas eu preciso me expor a ele, seja para chegar ao trabalho ou a qualquer outro destino.

3- Ficar bicolor. Não tem jeito...como não me exponho ao sol por livre e espontânea vontade fico de duas cores.

4- Ouvir gracinhas. Como o calor é muito sou obrigada a usar shorts, saias e roupas curtas em geral, o que resulta em piadinhas do tipo: "ta com gesso na perna?" "Ta precisando pegar um bronze"...caralho, eu adoro ser branca, porra!!!

5 - Dúvida Cruel. Essa duvida sempre me ocorre em dias muito quentes: andar a pé ou de ônibus? A pé o sol torra e de ônibus corro o risco de pegar um lotado com mil pessoas se esfregando em mim num calor desgraçado....Dúvida cruel...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Down

"O descontenamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação." Oscar Wild.

Fuçando em orkuts alheios vi essa frase até então desconhecida que calhou com minha vida neste momento. Tudo bem que eu sou um ser constantemente descontente, mas nunca havia antes tentado fazer algo para mudar minha vida. Hoje eu tenho esse sentimento em mim, essa vontade de mudar, de fazer diferente e de ir atras do que realmente irá me fazer feliz ( não sei se isso é possível, mas pelo menos me fazer não qurer tomar calmantes e dormir em todo meu tempo disponível).

É tão fácil jogar a culpa nos outros, implorar pro seu Deus e ficar parado achando que tudo mudar. Não é em assim, é preciso se mexer, botar a cara a tapa mesmo...sei lá...querer.
Ok, este é um post chato, depressivo e irrelevante, mas talvez a frase do Wild sirva pra alguma coisa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Esboçando o amor.

Não me queira muito, deixa eu te querer.
Não me faças juras de amor nem planos em longo prazo. Se a noite foi boa, deixe que eu peça mais.
Não quero ser propriedade. Não quero ter prioridades.
Eu não sei sentir quando me forçam e também não forço. Seja meu, mas seja de quem mais quiser.
Não sou do tipo que faz guerra por alguém, prefiro que venham vencidas e sintam-se em paz no meu corpo.
Não sou lar, apenas refúgio.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Álbum de figurinhas.

Estava pensando em minha vida, pensando em metáforas, e consegui defini-la —pelo menos momentaneamente.
Minha vida parece um álbum de figurinhas, daqueles bem vagabundos, com o gráfico mal feito, que se encontra em qualquer boteco de esquina.
O objetivo de ter um álbum destes é conseguir o grande prêmio — que geralmente nem é tão grande assim.
É dada a largada: a gente busca, busca a tão sonhada figurinha chave, aquela que dará direito ao tão sonhado brinde, mas sempre sai a repetida.
Repetida eu não quero. Estou cansada do mesmo. Quero aquela, aquela que poucos conseguem e quando conseguem fazem questão de esfregarem em minha cara.
Mas eu não posso desistir. Já consegui alguns prêmiozinhos, mas não estou satisfeita. Quero aquele maior...quero sentir satisfação de verdade.
Vou tentando, tentando, tentando.
Quem sabe se eu mudar de tática? Quem sabe se eu mudar o lugar de comprar as figurinhas?
Aí vou eu, em busca do "Eldorado".
Suspense: será que desta vez vai? Dá úm frio na barriga ao abrir o pacote, mas parece que desta vez vai... repetida de novo.
Alguém aí quer trocar?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Reflexo


A moça achava que aquilo tudo era antipatia, o que de fato não era. Eles eram tão parecidos que nada aconteceu, e tudo isso, para ela, ficou parecendo irreal.
Ambos viviam em seus próprios mundos: calados, introspectivos, quase intangíveis.
Ele usava preto, gostava de rock, tinha um rosto bonito e uma voz contida que em meio tanta gente nunca lhe era direcionada.
Ela usava preto, gostava de rock, pintava as unhas de vermelho e tinha a altura ideal. Feita na medida para ele.
Durante a noite, enquanto ele tocava despretenciosamente sua gaita ela se embriagava esperando por uma aproximação e fantasiava fazer amor com ele em cima da mesa de sinuca.
Os olhos sorriem, as mãos se tocam, e de repente tudo ficou estranho e inacabado.
Ela ainda espera desvendar os mistérios contidos nos olhos dele.
Ele? Talvez.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cilada (parte 2)

O tempo vai passando e as pessoas vão baixando a guarda, o medo de ser substituido some e ficam até simpáticos com você. Colegas te ajudam com o serviço, sorriem pra você e até começam a falar de suas vidas, dos finais de semana e das preferências.
Passada a fase de aproximação começa a convivência. Um sinal de que você está indo bem no emprego, porém, em certos momentos, bate aquele arrependimento de querer ser sociável no trabalho. Tais momentos surgem quando os colegas te chamam para frequentar botecos para jogar sinuca após um dia de árduo trabalho. Fiquem atentos ao primeiro sinal e muito cuidado, pois o caminho é irreversível.Aceito o primeiro convite a tendência é piorar.
Confraternizações ao fim do dia são legais até que surjam convites para baladas noite a dentro. Surgido o primeiro convite: corra! De verdade, pode ser perigoso.
O convite de balada a mim feito foi cruel. Daí em diante comecei a perceber que algo teria que ser feito.

" Quer sair com a gente hoje, Emilia?
Vamos numa balada que vai ter cerveja a R$1,oo, mulher não paga até a meia-noite e vai ter MC cantando funk."

CILADA DEMAIS!

Depois da recusa de tal convite comecei a me impor e deixar claro minhas preferências musicais e culturais. Assim realmente não dá! Colegas de trabalho te chamarem para baile funk é sinal de que alguma coisa deve ser feita urgente para que ainda sobre um pouco do bom relacionamento ali começado.

Depois de tal experiência não tenho certeza se é tão valiosa a sociabilidade pós horário comercial. A não ser que vc esteja entre os seus; CORRA! Porque daí para a perdição é um pulo.

Não sei o que me espera, só sei que cada dia é uma nova cilada. E outras virão, mas no fim a gente dá risada.

domingo, 13 de setembro de 2009

Cilada (Parte 1)

(Este post foi inspirado no programa do Bruno Mazzeo, homonimo do título)

Estava eu, assistindo ao programa Cilada, do canal Multishow, quando percebi que eu estou vivendo uma verdadeira cilada. Sim, meu novo emprego é uma cilada.

Saida do interior, em busca de uma nova vida e novos horizontes (putz, que merda), resolvi tentar a vida em BH. E para um recomeço preciso me agarrar a um emprego para me manter — mesmo que este não seja o melhor do mundo. Aqui estou eu: a princípio fiquei feliz por conseguir, em uma capital, um emprego perto de casa. Cômodo para mim, mas mal sabia eu a enrascada em que estava me metendo.
Vamos começar do princípio: o primeiro dia de trabalho. Caótico. Pessoas hostis, e aqueles olhares de :"vou perder meu emprego". Porque será que as pessoas acham que funcionário novo é sinônimo de demissão? Muito chato isso — para o novato é claro!
Logo no primeiro dia de trabalho, ao invés de uma recepção amigável, uma apresentação aos funcionários ganhei um verdadeiro "se vira maluco!". Fui jogada aos leões de cara, e como meu primeiro dia, tentei ser simpática e absorver um pouco daquela atmosfera. Triste ilusão. Fora um ou dois, fui mal tratada pelos demais.
Ta bom, talvez isso seja até "normal" para principiates, mas aí vem a parte tensa: conhecer os patrões. Sim, eu disse PATRÕES, no plural. Como se 1 patrão não bastasse, e não te desse aquele pânico. Eu tenho 5. Aí, às vezes eu pergunto: A quem obedecer? Obedeço à patroa solteirona mal comida? Obedeço o cara com cara e nome de vilão de filme mexicano? Aquela que vive na sua sala e foda-se o mundo lá fora? Ao cara de meia idade que se acha garotão pegador? Ou à velha impaciente, que aos 70 anos de idade, ao invés de estar fazendo tricô ou viajando por aí está tomando conta do negócio com medo que seus funcionários lhe roubem? Questão difícil e que até hoje não consegui responder.

Mas os problemas não acasbam aqui, apenas começam...

Continua.