(Este post foi inspirado no programa do Bruno Mazzeo, homonimo do título)
Estava eu, assistindo ao programa Cilada, do canal Multishow, quando percebi que eu estou vivendo uma verdadeira cilada. Sim, meu novo emprego é uma cilada.
Saida do interior, em busca de uma nova vida e novos horizontes (putz, que merda), resolvi tentar a vida em BH. E para um recomeço preciso me agarrar a um emprego para me manter — mesmo que este não seja o melhor do mundo. Aqui estou eu: a princípio fiquei feliz por conseguir, em uma capital, um emprego perto de casa. Cômodo para mim, mas mal sabia eu a enrascada em que estava me metendo.
Vamos começar do princípio: o primeiro dia de trabalho. Caótico. Pessoas hostis, e aqueles olhares de :"vou perder meu emprego". Porque será que as pessoas acham que funcionário novo é sinônimo de demissão? Muito chato isso — para o novato é claro!
Logo no primeiro dia de trabalho, ao invés de uma recepção amigável, uma apresentação aos funcionários ganhei um verdadeiro "se vira maluco!". Fui jogada aos leões de cara, e como meu primeiro dia, tentei ser simpática e absorver um pouco daquela atmosfera. Triste ilusão. Fora um ou dois, fui mal tratada pelos demais.
Ta bom, talvez isso seja até "normal" para principiates, mas aí vem a parte tensa: conhecer os patrões. Sim, eu disse PATRÕES, no plural. Como se 1 patrão não bastasse, e não te desse aquele pânico. Eu tenho 5. Aí, às vezes eu pergunto: A quem obedecer? Obedeço à patroa solteirona mal comida? Obedeço o cara com cara e nome de vilão de filme mexicano? Aquela que vive na sua sala e foda-se o mundo lá fora? Ao cara de meia idade que se acha garotão pegador? Ou à velha impaciente, que aos 70 anos de idade, ao invés de estar fazendo tricô ou viajando por aí está tomando conta do negócio com medo que seus funcionários lhe roubem? Questão difícil e que até hoje não consegui responder.
Mas os problemas não acasbam aqui, apenas começam...
Continua.