segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cilada (parte 2)

O tempo vai passando e as pessoas vão baixando a guarda, o medo de ser substituido some e ficam até simpáticos com você. Colegas te ajudam com o serviço, sorriem pra você e até começam a falar de suas vidas, dos finais de semana e das preferências.
Passada a fase de aproximação começa a convivência. Um sinal de que você está indo bem no emprego, porém, em certos momentos, bate aquele arrependimento de querer ser sociável no trabalho. Tais momentos surgem quando os colegas te chamam para frequentar botecos para jogar sinuca após um dia de árduo trabalho. Fiquem atentos ao primeiro sinal e muito cuidado, pois o caminho é irreversível.Aceito o primeiro convite a tendência é piorar.
Confraternizações ao fim do dia são legais até que surjam convites para baladas noite a dentro. Surgido o primeiro convite: corra! De verdade, pode ser perigoso.
O convite de balada a mim feito foi cruel. Daí em diante comecei a perceber que algo teria que ser feito.

" Quer sair com a gente hoje, Emilia?
Vamos numa balada que vai ter cerveja a R$1,oo, mulher não paga até a meia-noite e vai ter MC cantando funk."

CILADA DEMAIS!

Depois da recusa de tal convite comecei a me impor e deixar claro minhas preferências musicais e culturais. Assim realmente não dá! Colegas de trabalho te chamarem para baile funk é sinal de que alguma coisa deve ser feita urgente para que ainda sobre um pouco do bom relacionamento ali começado.

Depois de tal experiência não tenho certeza se é tão valiosa a sociabilidade pós horário comercial. A não ser que vc esteja entre os seus; CORRA! Porque daí para a perdição é um pulo.

Não sei o que me espera, só sei que cada dia é uma nova cilada. E outras virão, mas no fim a gente dá risada.

domingo, 13 de setembro de 2009

Cilada (Parte 1)

(Este post foi inspirado no programa do Bruno Mazzeo, homonimo do título)

Estava eu, assistindo ao programa Cilada, do canal Multishow, quando percebi que eu estou vivendo uma verdadeira cilada. Sim, meu novo emprego é uma cilada.

Saida do interior, em busca de uma nova vida e novos horizontes (putz, que merda), resolvi tentar a vida em BH. E para um recomeço preciso me agarrar a um emprego para me manter — mesmo que este não seja o melhor do mundo. Aqui estou eu: a princípio fiquei feliz por conseguir, em uma capital, um emprego perto de casa. Cômodo para mim, mas mal sabia eu a enrascada em que estava me metendo.
Vamos começar do princípio: o primeiro dia de trabalho. Caótico. Pessoas hostis, e aqueles olhares de :"vou perder meu emprego". Porque será que as pessoas acham que funcionário novo é sinônimo de demissão? Muito chato isso — para o novato é claro!
Logo no primeiro dia de trabalho, ao invés de uma recepção amigável, uma apresentação aos funcionários ganhei um verdadeiro "se vira maluco!". Fui jogada aos leões de cara, e como meu primeiro dia, tentei ser simpática e absorver um pouco daquela atmosfera. Triste ilusão. Fora um ou dois, fui mal tratada pelos demais.
Ta bom, talvez isso seja até "normal" para principiates, mas aí vem a parte tensa: conhecer os patrões. Sim, eu disse PATRÕES, no plural. Como se 1 patrão não bastasse, e não te desse aquele pânico. Eu tenho 5. Aí, às vezes eu pergunto: A quem obedecer? Obedeço à patroa solteirona mal comida? Obedeço o cara com cara e nome de vilão de filme mexicano? Aquela que vive na sua sala e foda-se o mundo lá fora? Ao cara de meia idade que se acha garotão pegador? Ou à velha impaciente, que aos 70 anos de idade, ao invés de estar fazendo tricô ou viajando por aí está tomando conta do negócio com medo que seus funcionários lhe roubem? Questão difícil e que até hoje não consegui responder.

Mas os problemas não acasbam aqui, apenas começam...

Continua.